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Música, sons e cores

Arquivos de agosto, 2008

 

Nereu Leme

 

Lucille, Blond Angel, Bety, Blood Mary e outras mulheres,

emprestam seu nome e charme para as chorosas guitarras

 

 

Nada como o choro de uma guitarra – para quem gosta de rock, claro – como em While My Guitar Gently Weeps, de George Harrison (Beatles), com uma litlle help (pequena ajuda) de Eric Clapton. 

Mas, o que é uma guitarra, para o guitarrista, senão uma mulher, com todas as suas formas, como a primeira Gibson Les Paul (inventor da guitarra com corpo sólido), criada no começo dos anos 50, e lançada em 1952, ou quase 60 anos atrás, quando nascia o próprio rock’n roll. Ou o caso mais recente de leilão de uma guitarra queimada. Quem compraria uma guitarra queimada? Detalhe, essa guitarra, uma Fender Stratocaster de 1965, foi usada 40 anos atrás por Jimi Hendrix em um de seus famosos shows, no London’s Finsbury Astoria, em março de 1967. O leilão será no começo de setembro e tem lance inicial de cerca de 600 mil euros.

Na ocasião, Hendrix teve de ser levado a um hospital, devido às queimaduras de segundo grau, provocadas pelo ritual com o qual costumava encerrar suas apresentações. A guitarra foi recuperada por sua equipe e permaneceu até o ano passado na garagem do ex-empresário de Hendrix, Tony Garland.

Já o The Who, de Pete Townshend, costumava destruir a guitarra no palco, o que me lembra a manchete infame do extinto jornal Notícias Populares “Violada no palco”, quando Sérgio Ricardo, no Festival de Música Popular Brasileira transmitido pela TV Record, na década de 60, foi vaiado pelo público ao cantar Beto bom de bola, e nervoso, quebrou o violão e o atirou contra a platéia. A manchete, no entanto, insinuava outra coisa.

Voltando à guitarra, São Paulo e Rio de Janeiro assistiram no final de julho último, ao também chamado deus da guitarra Joe Satriani (o título de God foi inicialmente atribuído a Eric Clapton, o eterno e verdadeiro Deus da guitarra). Coincidentemente, Satriani começou a tocar guitarra após a morte de Jimi Hendrix. Até então tocava bateria. Satriani já foi professor de alguns guitarristas famosos tais como Steve Vai, Kirk Hammet do Metallica, David Bryson do Counting Crows, entre outros.

Desde a invenção da guitarra, que evoluiu do violão com caixa acústica (há também o violão eletro-acústico) para o instrumento com corpo sólido, muitas marcas, modelos e estilos apareceram no mercado musical. Desde as famosas Gibson e Fender até as chamadas de segunda linha como a Epiphone, ou as exclusivas feitas por grandes luthiers.

E, mais recentemente, a Guitarra Robô da Gibson. Para afinar o seu instrumento, o músico aperta um botão no corpo da guitarra e palheta as cordas. As tarrachas de afinação giram de um lado para o outro, sozinhas, e após cerca de 15 segundos a guitarra está afinada em um novo tom, ou até mesmo em uma combinação customizada de notas.

A escolha cabe ao gosto do freguês. A guitarra só exige ser tratada com respeito, como uma mulher. Aliás, como a maioria dos guitarristas famosos é homem, não se conhece nenhuma guitarra com nome masculino, como Joe, Pete, Paul etc. O instrumento é o reflexo do músico, como os japoneses dizem dos sushi man: para saber se o sushi man é bom ou não, observe sua faca.

A guitarra também é como um rádio. Ela foi feita para ser transportada para todo lugar e para o músico contar sua história com ela. Como fizeram os 10 maiores tocadores das seis cordas mágicas: Jimi Hendrix, Duane Allman (ambos mortos), B. B. King, Eric Clapton, Robert Johnson, Chuck Berry, Steve Ray Vaughan, Ray Cooder, Jimmy Page e Keith Richards.

Bons riffs!

 

 

 

 

Tocador de MP3, você ainda vai ter um!

Nereu Leme

 

As gravadoras, detentoras dos direitos autorais, não concordam. E declararam guerra ao P2P. Nos Estados Unidos, elas contrataram um “sabotador” para dificultar o dowload de músicas e vídeos. A empresa chama-se MediaDefender. Entrega arquivos falsos, adultera as buscas, interfere na rede e provoca congestionamento nas conexões.

Normalmente, durante o download de uma música, os softwares pegam fragmentos de vários usuários diferentes e depois junta tudo num único arquivo, o que torno a ação mais rápida.

Contra a troca de arquivos pelo eMule, BitSpirit e BitTorrent (entre outros), a MediaDefender usa inúmeros computadores que fingem ser mais um usuário normal. Interferem no download e o poluem com fragmentos de arquivos bichados. No final, a música fica incompleta ou no mínimo, a rede fica muito mais lenta e o usuário acaba desistindo.

Bem, também já existem recursos para se proteger ou driblar esse tipo de sabotagem. Buscar arquivos em conexões com maior número de usuários “peers”, ou procure as seções de comentários, nas quais o usuários indicam os arquivos verídicos, usar softwares de proteção como o PeerGuardian e por fim, ter paciência para conseguir completar o download.

Rádios digitais, como Rádio Uol, ou as internacionais que você pode escolher, por exemplo no guia http://www.windowsmedia.com/Mediaguide/Radio. Já existe jeito para gravar as músicas dessas rádios, usando softwares como o Audacity. Algumas lojas de compra de música digital, como o iTunes, da Apple, permitem ouvir apenas um trecho de cada faixa da música e, infelizmente, ainda não se consegue comprá-las no Brasil.

 O cantor e compositor Elton John, por exemplo está oferecendo no iTunes, para download digital, mais de 400 faixas, de mais de 30 álbuns. É a primeira vez que a íntegra do catálogo de músicas de um artista poderá ser comprado integralmente na Internet. A oferta será exclusiva do iTunes, até o dia 30 deste mês de abril. Depois, poderá ser adquirido em outras lojas virtuais.

No mês passado, já estava em oferta seu álbum Rocket Man, com 17 músicas, à venda por US$ 9,99. Essa iniciativa de Elton John talvez seja mais um tempero na disputa dos bits musicais.

Legalmente (uma palavra muito discutível no cyberspace), o jeito é digitalizar seus próprios CDs, como eu faço. Dá muito trabalho e se você escolher o iTunes como tocador, ficará limitado a reproduzir suas músicas apenas nos IPods, da Apple. Mas, para quem já fez essa opção, saiba que também existem programas que transformam o MP4 em MP3, o Xilosotf é um deles.

Outro cuidado na hora de passar seus CDs para o computador e depois para um tocador digital portátil e saber que o CD de música não tem restrição para a cópia de canções, com os mecanismos DRM (Digital Rights Managment). É um pequeno programa anexo ao arquivo sonoro, o DRM pede uma senha comprovando que o CD foi adquirido legalmente. Depois, ainda controla o número de máquinas ou a aparelhos nos quais esse arquivo poderá ser reproduzido. Além disso, músicas com travas digitais podem não funcionar muito bem em alguns tocadores.

Steve Jobs, da Apple já fez um manifesto contra os DRM e uma das gravadoras, a EMI, já desistiu de vender músicas pela web com DRM no iTunes e pode virar modelo para as demais.

 

Elton John coloca seu catálogo na web

“O mundo mudou muito desde o lançamento

de meu primeiro single, há 39 anos”

                                                                                                             

O cantor, que já vendeu mais de 200 milhões de cópias de seus discos numa carreira de 40 anos, colocará seu catálogo inteiro na Internet, coincidindo com seu 60º aniversário. Sir Elton “Hercules” John, cujo nome verdadeiro é Reginald Kenneth Dwight, nasceu no subúrbio de Pinner, Middlesex, Grande Londres, no dia 25 de março de 1947. Estudou na Pinner County Grammar School e ganhou uma bolsa), já podia ser considerado como um dos maiores astros pop do planeta.

Ainda na adolescência, integrou o grupo de blues Bluesology. Em 1967 fez parceria com o letrista Bernie Taupin, com o qual lançou grande parte de sua obra musical, mantendo-se a parceira até os dias de hoje. Essa parceria foi estremecida quando Bernie descobriu que Elton John era gay. Voltaram a fazer música em parceria, porém em locais separados. Bernie fazia a letra e Elton John a melodia. Para fortalecer essa convivência, vários músicos de renome gravaram o álbum “Two Roons”, duas salas, se referindo aos locais separados.

Apesar de ter lançado o disco Empty Sky em 1969, que trazia em seu repertório o sucesso Your Song, a guinada de sua carreira ocorreu com o lançamento do disco Elton John, de 1970, que o consagrou como cantor de sucesso nos Estados Unidos e trouxe ao público um de seus maiores hits, a canção “Skyline Pigeon”.

É o único artista que até hoje conseguiu obter seis lançamentos consecutivos no primeiro lugar da Billboard, sendo detentor do recorde de single de maior vendagem da história, com a adaptação feita em 1997 da canção Candle in the Wind, em homenagem à princesa Diana,  totalizando um total de quarenta milhões de cópias vendidas.

Elton John manteve-se em evidência na década de 1980, época em que lançou um álbum inédito por ano, levando ao público hits como I Guess That’s Why They Call It The Blues, I’m Still Standing, Sacrifice, Nikita e diversos outros. Apesar de ter declarado sua bissexualidade em 1976, em entrevista à revista Rolling Stone, casou-se com a engenheira de som Renate Blauel em 1984, tendo a união se dissolvido em 1988. Em 2005 celebrou contrato de parceria civil com David Furnish, com o qual vive desde meados da década de 1990.

Ao completar 60 anos de idade, Elton John comemorou com o sexagésimo espetáculo, realizado no Madison Square Garden, em Nova York. O discurso de abertura do espetáculo foi feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

 

 

 

 

Abrimos espaço para a Júlia Ramos Claro, já roqueira com apenas 13 anos e uma promissora comentarista de música e quem sabe uma grande escritora como o pai, Carlos Thompson.

 

Quem está fazendo um supersucesso, agora, mesmo muitos não gostando, é o McFly, uma banda britânica que toca um pop-rock estilo The Beatles, atual e reformulado.

Há pouco tempo o sucesso no Brasil era inexistente para esta banda, já que nenhuma música, até hoje, tocou no rádio. Apesar de não ter músicas nas rádios (brasileiras), a banda ganhou fãs do mundo inteiro. Esse reconhecimento repentino se deu por causa da Internet (ah, a famosa Internet, o que seriam das bandas sem ela?). Por meio de myspaces e afins a música deles se tornou conhecida e apreciada internacionalmente.

Eu me entreguei aos heys e doodoodoos da banda antes mesmo de o quarteto ficar conhecido no Brasil. Fiquei sabendo da existência do grupo inglês por uma amiga que, por sua vez, o conhecia há mais tempo ainda.

É assim: os anos passam e os ingleses parecem não ter perdido aquele senso maravilhoso para o rock. 

Júlia Ramos Claro

Nota da Redação:

A banda inglesa McFly deve fazer três apresentações no Brasil em outubro, dia 9/10, em São Paulo (Via Funchal), e outra no dia 10/10, no Rio de Janeiro (Vivo Rio) e uma terceira em Curitiba, no Master Hall, provavelmente no dia 8/10.

 

Nereu Leme

 

 

Viajar de carro pode ficar ainda mais agradável com uma boa trilha musical, principalmente se não quisermos nos sujeitar às intempéries dos aeroportos.

Quem vai de CD precisa de muita organização e paciência para ficar trocando o disquinho no tocador do carro. Mas, para os já incluídos digitais, música para os ouvidos está mais fácil e acessível para contrapor o barulho do trânsito nas cidades grandes.

Quem tem MP3 player no possante ainda pode gravar 100 ou mais músicas em um único CD e sair pelas rotas 66 da vida.

Melhor ainda é suar (ou usar) o iPod com milhares de faixas, todas organizadinhas em pastas por nome do grupo musical, cantor ou cantora, listados em ordem alfabética. Também fica prático usar pastas por evento – viagem longa, trafegar pela cidade, rodar pelo campo – com sons pré-escolhidos para cada ocasião.

É possível levar o iPod no bolso e plugá-lo no rádio do carro. Alguns veículos, como o Corsa 1.4 da linha 2008 da Chevrolet, oferecem entrada para iPod e suporte no painel. Aliás, a GM foi a primeira montadora do mundo a fazer um acordo com a Apple, segundo o qual o iPod Nano, de 2 Gigabytes, já vem com a gravata Chevrolet. No Brasil, o Corsa é o primeiro carro a chegar ao mercado, a partir deste mês de julho, com o iPod e o suporte colocado no painel, como acessório, que custa perto de R$ 1.000.

Mesmo nos toca CDs com MP3, mas sem entrada para iPod, a conexão fica viável com um transmissor FM sem fio ou modulador FM sem fio, um aparelhinho encaixado no iPod que transmite a música para o rádio, via onda FM, por cerca de R$ 90. Alguns modelos são compatíveis com outros tocadores MP3 e também com pen drive. Custa um pouco mais caro, cerca de R$ 120. Há, inclusive, carregador de 12V para iPods, com sistema Dock, cabo e conector, para ligar no acendedor do carro. Compatível com iPod photo, nano e mini. Custa R$ 93.

Alguns toca CDs têm entrada USB frontal para conexão com iPod ou mesmo pen-drives, e custam perto de R$ 1.000. O iPod pode ser conectado até em carros com toca-fitas (sem CD), com um adaptador cassete.

Quem quer um som mais sofisticado, pode instalar um sistema de controle Drive + Play, onde um módulo central interconecta o rádio, o iPod e até um display de LCD para mostrar as informações da música que está sendo executada. Dependendo do módulo, pode variar de R$ 100 a 600. Em alguns tipos de módulo dá até para conectar o celular, fazendo o rádio virar um viva voz.

 

Conectando o iPod no seu carro

Conectando o iPod no seu carro