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Música, sons e cores

bob-dylan 

Sinal dos tempos, a década atual não produziu muita coisa

Nereu Leme

Sinal dos tempos. Quase no final da primeira década do terceiro milênio não vejo e nem ouço nada de novo no final do túnel, ou como disse o velho e bom Bob Dylan em seu último disco, na música Beyond the Horizon (além do horizonte, seguindo o sol).

Revisitando uma longa lista de grupos de rock e roqueiros – feita com a ajuda inestimável do Wikipédia – percebi que nesta década de 2000 nada ou quase nada surgiu na constelação musical internacional.

Alguns poucos registros são para solistas ou conjuntos pouco conhecidos como Avril Lavigne, cantora canadense de pop rock, surgida em 2002; os ingleses Franz Ferdinand e Gorillaz, indie rock e rock alternativo, em 2001; e os também ingleses McFly, pop rock, e Panic at the Disc, rock alternativo, ambos surgidos em 2004.

Desde as décadas de 40 e 50, com Bill Haley e Budy Holly, que surgiram em 1946 cantando rockabilly, e depois rock and roll, a partir do nascimento do rock em 1948, passando por Elvis Presley, em 1953, Chuck Berry, em 1955 e Bob Dylan, em 1959 (entre outros), a grande revolução musical do século 20, aconteceu na década de 60 com Beatles, Beach Boys, The Animals, The Hollies, The Rolling Stones, The Birds, Lynyrd Skynyrd, The Who, The Doors, Pink Floyd, Cream, Jimmy Hendrix, Creedence Clearwater Revival, Genesis, Steppenwolf, The Stooges, Black Sabbath, Deep Purple, Grand Fundk Railroad, Jethro Tull, Led Zeppelin, Yes, Nazareth, The Allman Brothers Band, Crosby, Stills, Nash & Young, Focus, Judas Priest, Uriah Heep, Simon & Garfunkel, apenas para lembrar as figurinhas mais carimbadas.

A década seguinte, de 70, ainda tem alguma coisa boa, como Aerosmith, America, Emerson, Lake & Palmer, Queen, The Doobie Brothers, The Eagles, Kansas, AC/DC, Bad Company, Kiss, Ramones, Rush, Talking Heads, Van Halen, Iron Maiden, The B-52’s, U2, Def Leppard, Dire Straits, The Police e Whitesnake. Teve também um pouco de punk rock, pós-punk e rock gótico como The Clash, The Cure, New York Dolls e Sex Pistols.

Já na década de 80 é preciso muito horizonte para enxergar e principalmente ouvir (ter paciência de) alguma coisa razoável, além de Guns N’ Roses e R.E.M. Talvez Tears for Fears, Alice in Chains, Green Day. Nada em 90 mas, para não passar em branco e com muito boa vontade, pode-se citar Oasis e Pearl Jam. E só.

Bom! Isso sem contar que muitos desses bons conjuntos ou intérpretes já desapareceram ou passaram da linha do horizonte. E nós ficamos a ver navios e a ouvir o som do silêncio, aliás uma grande música de Simon e Garfunkel “The sound of Silence”, lançada num álbum acústico, em 1964. No ano seguinte – sem conhecimento da dupla – a gravadora lançou um single dela incluindo guitarra, baixo e bateria, e transformando-a em sucesso.

Até o final de década ainda temos este ano inteiro, que se inicia, e 2010. Quem sabe ainda teremos boas surpresas até lá.

Boa observação do pôr-do-sol além do horizonte!

Não é preciso mais aprender música

para ser um band leader ou um guitar hero

O mundo digital dos games invade, definitivamente, o espaço da música! Agora, não é mais preciso aprender música para ser o leader de uma Rock Band ou um Guitar Hero, ambos, nomes de dois dos jogos musicais mais conhecidos no mercado.

É que os jogos eletrônicos, antes restritos aos computadores, voltaram com força total aos consoles dos gigantes do entretenimento como Nintendo, Sony e Microsoft. Hoje, segundo o presidente da Nintendo North America, Reggie Fils-Aime, os jogos eletrônicos vendem mais no mercado americano que os filmes em DVD, que filmes de cinema e mais do que CD de música.

Apenas para este final de ano, os desenvolvedores de jogos para a plataforma Nintendo lançaram oito títulos de jogos musicais: Guitar Hero World Tour, Rock Band, Wii Music, Rock Revolution, High School Musical, Sing It (Jonas Brothers), Hannah Montana Spotlight e Ultimate Band. Aliás, junto com o jogo, estreou em outubro o filme High School Musical 3, aqui no Brasil. Essa nova febre musical da Disney tem dominado corações e mentes das crianças e adolescentes, como o meu neto Felipe Xavier, de apenas cinco anos, que já canta todas as músicas de High School 1,  2 e 3 , mesmo sem saber inglês, com sua pronúncia macarrônica.

No mundo digital, tocar ou cantar virou uma diversão, além de prazer. Os mais puristas podem argumentar que no Guitar Hero, a guitarra é de plástico e que no lugar das cordas o jogador aperta botões. Porém, os movimentos exigidos pela mão esquerda (que no violão ou na guitarra real se usa para fazer os acordes e notas) simulam os solos do mundo real. É preciso tanta destreza no movimento dos dedos quanto seria necessário num riff de rock. A mão direita movimenta uma alavanca, simulando o ato de palhetar as cordas.

Não quer tocar guitarra? Para quem prefere violino, bateria, maracas ou outros instrumentos, também tem. No Wii Music, por exemplo, o jogo simula 60 instrumentos: piano, violão, violino, baixo, percussão, banjo, cítara, vibrafone. O modo de tocar e movimentar os controles e comandos, permite aos quatro jogadores acompanharem uma música pré-selecionada ou improvisar um som próprio (jam session) e gravá-lo para execução posterior.

No High School, os jogadores não tocam ou cantam, apenas dançam seguindo os passos dos jovens cantores da Disney. Mas, no Ultimate Band, com os acessórios do Wii, o jogador pode também tocar guitarra, baixo, bateria e cantar.

Game over!

 

 

 

Se você não conseguiu ver o show, ou quer manter o clima,

leve a biografia de Madonna, cinquentona, para a cama

Nereu

 

Jingle Bells. Já é Natal para os amantes da música. Os presentes chegaram até mesmo antes do dia 25 de dezembro. Tivemos apresentações para todos os gostos: do jazz ao pop, ou rock e até ao heavy metal. Novembro começou com Kylie Minogue, Diana Krall, Cindy Lauper, Duran Duran, Judas Priest, R.E.M. e Queen.

E, já na metade do mês de dezembro, em meio às músicas natalinas, chegou a superstar Madonna. A pop star apresentou seu show “Sticky & Sweet Tour” no Rio de Janeiro e em São Paulo. Madonna veio ao Brasil pela primeira vez com a The Girlie Show, em 1993.

Quem não conseguiu comprar ingressos para assistir a um dos cinco shows, dias 14 e 15 de dezembro, no estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) e dias 18, 20 e 21, em São Paulo, no estádio do Morumbi, ou não quis gastar de R$ 300 a R$ 80, pode se conformar em ler a biografia Madonna: Like an Icon, de Lucy O’Brien, já lançada no Brasil pela Editora Nova Fronteira, de 508 páginas, por R$ 29,90.

Não é a mesma coisa que ver o show ao vivo, porém o livro pode ser levado para a cama, alusão ao documentário “Na cama com Madonna”, de 1991.

 “Tornei-me fã de Madonna em 1985, quando uma amiga minha estava assistindo um show da cantora na TV. Até aquele momento, para mim, Madonna era aquela perua pop com roupas bregas de lycra que se contorcia feito uma cobra numa gôndola veneziana no videoclipe de Like a Virgin”, escreve Lucy O´Brien.

O livro, obviamente, enaltece a cantora, como no trecho em que a ensaísta Camille Paglia diz que” “Madonna uniu e cicatrizou as duas metades separadas: Maria, a Virgem abençoada e mãe sagrada, e Maria Madalena, a prostituta”.

Madonna nasceu enquanto os pais passavam férias em Bay City (eles moravam em Pontiac, subúrbio de Detroit, onde Madonna passou a infância e juventude), no dia 16 de agosto de 1958. Portanto, uma rebelde cinquentona. A cidade que foi progressista e capital mundial do automóvel, hoje é jocosamente chamada de In the Rust (em ruínas) ou cinturão da ferrugem.

“O Inverno chega cedo em Detroit. O Verão termina suavemente, as folhas vão ganhando uma tonalidade dourada de castanho, e bam! De repente, no final de outubro, começa uma onde de frio que se estende por todo o Inverno. O frio é tão grande e profundo quanto as ruas”, define a escritora Lucy O’Brien.

A autora faz algumas referências duras a Detroit, talvez para sugerir ao leitor que como não havia o que fazer por lá, Madonna se tornou uma artista rebelde, desconfiada. A biografia diz que Madonna às vezes usa as palavras como escudo para se proteger de pessoas que ela acusa de tentar “capturar sua alma”. “Às vezes, eu simplesmente fuinjo que vou viver para sempre”, declarou a cantora, certa vez.

Aos oito anos, sentiu-se roubada ao perder a mãe e ver seu pai se casar com a ex-babá dela e dos irmãos. Também declarou que sentia-se como uma Cinderela elevada à quinta potência por ter que trocar fraldas de seus meio-irmãos, Mário e Jennifer. Maddona também foi animadora de torcida aos 14 anos, no colégio Junior High. Nessa época fez um filme dirigido pelo ex-namorado, com um toque de erotismo lésbico.

Com 15 anos, conheceu Christopher Flynn, trinta anos mais velho que ela, que foi seu mentor, professor de balé e o homem mais importante de sua vida, depois de seu pai. Com ele, sua vida deslanchou. Com seu apoio, conseguiu uma bolsa para estudar dança na universidade de Michigan.

Com outro namorado, Steve Bray, baterista de uma banda em Detroit, Madonna passou a dançar durante suas apresentações, já com 17 anos de idade. Aos 19 anos, ganhou outra bolsa de estudos para dançar com uma companhiade teatro, em Nova York. Ela, então, abandonou a faculdade e foi morar em Nova York.

Em 1978, com vinte anos, Madonna costumava frequentar os shows da The Slits, nada punk anarquista inglesa, composta só por mulheres. Ela ficava de pé, na primeira fila, estudando atentamente a vocalista Ari Up e a guitarrista Viv Albertine: “Ela nos deve tudo. Roubou da Viv todas as idéias de moda do início da carfreira”, disse a vocalista Ari, em 2005.

Dança em Paris

Dançou em seis produções de uma famosa companhia de dança de Pearl Lang. Foi nessa época, em Nova York, que Madonna foi violentada. Em 1979 conseguiu um trabalho para dançar em Paris, no show de música disco de Patrick Hernandez.. Ficou pouco tempo por lá e, de volta aos Estados Unidos aceitou trabalhar de graça no filme  Um certo Sacrifício, onde fazia o papel de uma sadomasoquista.

Em 1980 foi então morar com o ex-namorado Dan Gilroy, um aspirante a músico que, junto com o irmão Ed havia formado uma banda chamada The Breakfast Club. Passou a tocar bateria na banda dos dois e a cantar. Mais adiante, deixou os parceiros para formar outra banda, Madonna and the Sky e mais outra, The Millionaires, até outra chamada Emmy, quando conheceu Camille Barbone, dona do estúdio de gravação, Gotham Records.

Foi então que gravou sua primeiras quatro músicas: Love On The Run, High Solciety, Get Up e I Want You, que aianda assim não despertaram interesse nas grandes gravadoras. Somente em 1982, Madonna encerrou se contrato com Camille.

No Verão desse ano, gravou Everybody e Ain’t No Big Deal pela gravadora Sire. O compacto chegou às paradas de sucesso da música dance, pela Warner e por causa de uma espécie de erro na produção do disco, a capa saiu sem a foto de Madonna e todos pensaram que ela era negra, o que conferiu um certo crédito como artista da música dance. Em novembro de 1982, chegou ao primeiro lugar das paradas de sucesso da música dance.

Sua grande chance aconteceu em 1984, quando ela assinou contrato com uma gravadora e criou seus dois primeiros grandes sucessos, Like a Virgin e Holiday. A fama de Madonna já estava a caminho.

Em 1985, ela se casou com o rebelde de Hollywood Sean Penn e conseguiu um de seus papéis mais memoráveis no cinema, em Procura-se Susan Desesperadamente.

Controvérsia

Em 1989, o videoclipe de Like a Prayer, ligando religião e erotismo, foi condenado pelo Vaticano, levando a Pepsi-Cola a cancelar seu contrato de patrocínio de Madonna. A visibilidade ajudou o álbum a virar best-seller mundial.

Em sua turnê Blonde Ambition, de 1990, Madonna causou furor ao usar um sutiã de cone de Jean Paul Gaultier e cobrir o palco de imagens religiosas. O Vaticano descreveu o show como “um dos espetáculos mais satânicos da história da humanidade”.

Em 1992, seu livro erótico Sex, em que Madonna posou nua em várias fotos provocantes, foi mal recebido pela crítica. No MTV Video Music Awards de 2003, Madonna deu beijos de língua em Britney Spears e Christina Aguilera quando elas cantaram seu clássico Like a Virgin.

Em um de seus últimos shows, em San Diego (EUA), ela declarou que “estava no dia mais feliz de sua vida”, após a vitória de Barack Obama nas eleições americanas.

 

 

·Editora: Nova Fronteira

·ISBN: 9788520921395

·Ano: 2008

·Edição: 1

·Número de páginas: 512

·Acabamento: Brochura

·Formato: Médio

 

 

Sensações e emoções facilitam a lembrança de canções

 

Nereu Leme

 

Música é a expressão da alma. É sentir uma emoção com o coração e com a razão. Nesse sentido, o teólogo e filósofo Santo Agostinho dizia que cantar é rezar duas vezes.

Talvez por isso, a música é mais facilmente memorizada do que outras formas de informação para nosso cérebro.

Geralmente temos dificuldades para decorar ou memorizar um pequeno texto. No entanto, nos lembramos imediatamente de dezenas de músicas, muitas vezes a partir de uma única nota (qual é a música?) ou um rif de guitarra.

Como a música não faz cobranças, está aí para distrair, entreter, ela se fixa facilmente em nosso subconsciente. Além disso, a música associa três elementos organizacionais: melodia, harmonia e ritmo. Outros elementos da música se combinam para compor outros aspectos como localização espacial, ou o movimento dos sons no espaço, que também ajudam a criar a memória musical.

Para facilitar essa lembrança, existem ainda diversas técnicas de uma ciência chamada Mnemotécnica ou Menmônica que era praticada pelos antigos gregos, pelos fenícios e árabes. A título de curiosidade, antes da invenção do primeiro alfabeto linear – por volta de 1.700 a.C., pelos fenícios – todo o processo de transferência da informação era basicamente oral e, por isso, eles precisaram desenvolver técnicas eficazes de memorização para garantir sua unidade política, social e religiosa.

O princípio das técnicas mnemônicas consiste em estabelecer associações entre as informações a serem memorizadas. Assim, a música é um belo exemplo de associação entre melodia, harmonia e ritmo, sensações, emoções.

Outra coisa boa que a música faz é nos remeter ao passado, aos bons momentos. E aí, fatalmente, vem à lembrança a letra In My Life, dos Beatles: há lugares dos quais vou me lembrar por toda a minha vida; todos esses lugares tiveram seus momentos.

Ouvindo uma música do passado, podemos nos lembrar de cores e até de cheiros. Quando ouço Monday, Monday, dos The Mamas and The Papas, lembro-me claramente do cheiro do perfume Pino Silvestre, que fez muito sucesso na década de 60.

A música Brucutu, da época Jovem Guarda, lembra as brincadeiras da garotada roubando uma pequena peça do capô dos fuscas, por onde saía a água para lavar o pára-brisa – chamada de brucutu – para fazer anel de roqueiro.

Os especialistas dizem que nossa memória registra melhor os fatos carregados de emoção ou que envolvam todos os sentidos como audição, olfato, paladar, tato e visão. Quem não se lembra da música que embalou um grande romance, a música dos apaixonados. Uma música como Love Story, ou When a man loves a woman, A Wither Shade of Pale, com Procol Harum, Macarthur Park e por aí afora, ninguém esquece.

Se fosse falar em Beatles, então, a lista seria interminável. Mas, algumas merecem ser rememoradas como What You’re doing, I don’t want to spoil the party (Beatles For Sale), You like me too much (Help).

Lembre-se e cante!

 

 

 

Nereu Leme

 

Lucille, Blond Angel, Bety, Blood Mary e outras mulheres,

emprestam seu nome e charme para as chorosas guitarras

 

 

Nada como o choro de uma guitarra – para quem gosta de rock, claro – como em While My Guitar Gently Weeps, de George Harrison (Beatles), com uma litlle help (pequena ajuda) de Eric Clapton. 

Mas, o que é uma guitarra, para o guitarrista, senão uma mulher, com todas as suas formas, como a primeira Gibson Les Paul (inventor da guitarra com corpo sólido), criada no começo dos anos 50, e lançada em 1952, ou quase 60 anos atrás, quando nascia o próprio rock’n roll. Ou o caso mais recente de leilão de uma guitarra queimada. Quem compraria uma guitarra queimada? Detalhe, essa guitarra, uma Fender Stratocaster de 1965, foi usada 40 anos atrás por Jimi Hendrix em um de seus famosos shows, no London’s Finsbury Astoria, em março de 1967. O leilão será no começo de setembro e tem lance inicial de cerca de 600 mil euros.

Na ocasião, Hendrix teve de ser levado a um hospital, devido às queimaduras de segundo grau, provocadas pelo ritual com o qual costumava encerrar suas apresentações. A guitarra foi recuperada por sua equipe e permaneceu até o ano passado na garagem do ex-empresário de Hendrix, Tony Garland.

Já o The Who, de Pete Townshend, costumava destruir a guitarra no palco, o que me lembra a manchete infame do extinto jornal Notícias Populares “Violada no palco”, quando Sérgio Ricardo, no Festival de Música Popular Brasileira transmitido pela TV Record, na década de 60, foi vaiado pelo público ao cantar Beto bom de bola, e nervoso, quebrou o violão e o atirou contra a platéia. A manchete, no entanto, insinuava outra coisa.

Voltando à guitarra, São Paulo e Rio de Janeiro assistiram no final de julho último, ao também chamado deus da guitarra Joe Satriani (o título de God foi inicialmente atribuído a Eric Clapton, o eterno e verdadeiro Deus da guitarra). Coincidentemente, Satriani começou a tocar guitarra após a morte de Jimi Hendrix. Até então tocava bateria. Satriani já foi professor de alguns guitarristas famosos tais como Steve Vai, Kirk Hammet do Metallica, David Bryson do Counting Crows, entre outros.

Desde a invenção da guitarra, que evoluiu do violão com caixa acústica (há também o violão eletro-acústico) para o instrumento com corpo sólido, muitas marcas, modelos e estilos apareceram no mercado musical. Desde as famosas Gibson e Fender até as chamadas de segunda linha como a Epiphone, ou as exclusivas feitas por grandes luthiers.

E, mais recentemente, a Guitarra Robô da Gibson. Para afinar o seu instrumento, o músico aperta um botão no corpo da guitarra e palheta as cordas. As tarrachas de afinação giram de um lado para o outro, sozinhas, e após cerca de 15 segundos a guitarra está afinada em um novo tom, ou até mesmo em uma combinação customizada de notas.

A escolha cabe ao gosto do freguês. A guitarra só exige ser tratada com respeito, como uma mulher. Aliás, como a maioria dos guitarristas famosos é homem, não se conhece nenhuma guitarra com nome masculino, como Joe, Pete, Paul etc. O instrumento é o reflexo do músico, como os japoneses dizem dos sushi man: para saber se o sushi man é bom ou não, observe sua faca.

A guitarra também é como um rádio. Ela foi feita para ser transportada para todo lugar e para o músico contar sua história com ela. Como fizeram os 10 maiores tocadores das seis cordas mágicas: Jimi Hendrix, Duane Allman (ambos mortos), B. B. King, Eric Clapton, Robert Johnson, Chuck Berry, Steve Ray Vaughan, Ray Cooder, Jimmy Page e Keith Richards.

Bons riffs!

 

 

 

 

Tocador de MP3, você ainda vai ter um!

Nereu Leme

 

As gravadoras, detentoras dos direitos autorais, não concordam. E declararam guerra ao P2P. Nos Estados Unidos, elas contrataram um “sabotador” para dificultar o dowload de músicas e vídeos. A empresa chama-se MediaDefender. Entrega arquivos falsos, adultera as buscas, interfere na rede e provoca congestionamento nas conexões.

Normalmente, durante o download de uma música, os softwares pegam fragmentos de vários usuários diferentes e depois junta tudo num único arquivo, o que torno a ação mais rápida.

Contra a troca de arquivos pelo eMule, BitSpirit e BitTorrent (entre outros), a MediaDefender usa inúmeros computadores que fingem ser mais um usuário normal. Interferem no download e o poluem com fragmentos de arquivos bichados. No final, a música fica incompleta ou no mínimo, a rede fica muito mais lenta e o usuário acaba desistindo.

Bem, também já existem recursos para se proteger ou driblar esse tipo de sabotagem. Buscar arquivos em conexões com maior número de usuários “peers”, ou procure as seções de comentários, nas quais o usuários indicam os arquivos verídicos, usar softwares de proteção como o PeerGuardian e por fim, ter paciência para conseguir completar o download.

Rádios digitais, como Rádio Uol, ou as internacionais que você pode escolher, por exemplo no guia http://www.windowsmedia.com/Mediaguide/Radio. Já existe jeito para gravar as músicas dessas rádios, usando softwares como o Audacity. Algumas lojas de compra de música digital, como o iTunes, da Apple, permitem ouvir apenas um trecho de cada faixa da música e, infelizmente, ainda não se consegue comprá-las no Brasil.

 O cantor e compositor Elton John, por exemplo está oferecendo no iTunes, para download digital, mais de 400 faixas, de mais de 30 álbuns. É a primeira vez que a íntegra do catálogo de músicas de um artista poderá ser comprado integralmente na Internet. A oferta será exclusiva do iTunes, até o dia 30 deste mês de abril. Depois, poderá ser adquirido em outras lojas virtuais.

No mês passado, já estava em oferta seu álbum Rocket Man, com 17 músicas, à venda por US$ 9,99. Essa iniciativa de Elton John talvez seja mais um tempero na disputa dos bits musicais.

Legalmente (uma palavra muito discutível no cyberspace), o jeito é digitalizar seus próprios CDs, como eu faço. Dá muito trabalho e se você escolher o iTunes como tocador, ficará limitado a reproduzir suas músicas apenas nos IPods, da Apple. Mas, para quem já fez essa opção, saiba que também existem programas que transformam o MP4 em MP3, o Xilosotf é um deles.

Outro cuidado na hora de passar seus CDs para o computador e depois para um tocador digital portátil e saber que o CD de música não tem restrição para a cópia de canções, com os mecanismos DRM (Digital Rights Managment). É um pequeno programa anexo ao arquivo sonoro, o DRM pede uma senha comprovando que o CD foi adquirido legalmente. Depois, ainda controla o número de máquinas ou a aparelhos nos quais esse arquivo poderá ser reproduzido. Além disso, músicas com travas digitais podem não funcionar muito bem em alguns tocadores.

Steve Jobs, da Apple já fez um manifesto contra os DRM e uma das gravadoras, a EMI, já desistiu de vender músicas pela web com DRM no iTunes e pode virar modelo para as demais.

 

Elton John coloca seu catálogo na web

“O mundo mudou muito desde o lançamento

de meu primeiro single, há 39 anos”

                                                                                                             

O cantor, que já vendeu mais de 200 milhões de cópias de seus discos numa carreira de 40 anos, colocará seu catálogo inteiro na Internet, coincidindo com seu 60º aniversário. Sir Elton “Hercules” John, cujo nome verdadeiro é Reginald Kenneth Dwight, nasceu no subúrbio de Pinner, Middlesex, Grande Londres, no dia 25 de março de 1947. Estudou na Pinner County Grammar School e ganhou uma bolsa), já podia ser considerado como um dos maiores astros pop do planeta.

Ainda na adolescência, integrou o grupo de blues Bluesology. Em 1967 fez parceria com o letrista Bernie Taupin, com o qual lançou grande parte de sua obra musical, mantendo-se a parceira até os dias de hoje. Essa parceria foi estremecida quando Bernie descobriu que Elton John era gay. Voltaram a fazer música em parceria, porém em locais separados. Bernie fazia a letra e Elton John a melodia. Para fortalecer essa convivência, vários músicos de renome gravaram o álbum “Two Roons”, duas salas, se referindo aos locais separados.

Apesar de ter lançado o disco Empty Sky em 1969, que trazia em seu repertório o sucesso Your Song, a guinada de sua carreira ocorreu com o lançamento do disco Elton John, de 1970, que o consagrou como cantor de sucesso nos Estados Unidos e trouxe ao público um de seus maiores hits, a canção “Skyline Pigeon”.

É o único artista que até hoje conseguiu obter seis lançamentos consecutivos no primeiro lugar da Billboard, sendo detentor do recorde de single de maior vendagem da história, com a adaptação feita em 1997 da canção Candle in the Wind, em homenagem à princesa Diana,  totalizando um total de quarenta milhões de cópias vendidas.

Elton John manteve-se em evidência na década de 1980, época em que lançou um álbum inédito por ano, levando ao público hits como I Guess That’s Why They Call It The Blues, I’m Still Standing, Sacrifice, Nikita e diversos outros. Apesar de ter declarado sua bissexualidade em 1976, em entrevista à revista Rolling Stone, casou-se com a engenheira de som Renate Blauel em 1984, tendo a união se dissolvido em 1988. Em 2005 celebrou contrato de parceria civil com David Furnish, com o qual vive desde meados da década de 1990.

Ao completar 60 anos de idade, Elton John comemorou com o sexagésimo espetáculo, realizado no Madison Square Garden, em Nova York. O discurso de abertura do espetáculo foi feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

 

 

 

 

Abrimos espaço para a Júlia Ramos Claro, já roqueira com apenas 13 anos e uma promissora comentarista de música e quem sabe uma grande escritora como o pai, Carlos Thompson.

 

Quem está fazendo um supersucesso, agora, mesmo muitos não gostando, é o McFly, uma banda britânica que toca um pop-rock estilo The Beatles, atual e reformulado.

Há pouco tempo o sucesso no Brasil era inexistente para esta banda, já que nenhuma música, até hoje, tocou no rádio. Apesar de não ter músicas nas rádios (brasileiras), a banda ganhou fãs do mundo inteiro. Esse reconhecimento repentino se deu por causa da Internet (ah, a famosa Internet, o que seriam das bandas sem ela?). Por meio de myspaces e afins a música deles se tornou conhecida e apreciada internacionalmente.

Eu me entreguei aos heys e doodoodoos da banda antes mesmo de o quarteto ficar conhecido no Brasil. Fiquei sabendo da existência do grupo inglês por uma amiga que, por sua vez, o conhecia há mais tempo ainda.

É assim: os anos passam e os ingleses parecem não ter perdido aquele senso maravilhoso para o rock. 

Júlia Ramos Claro

Nota da Redação:

A banda inglesa McFly deve fazer três apresentações no Brasil em outubro, dia 9/10, em São Paulo (Via Funchal), e outra no dia 10/10, no Rio de Janeiro (Vivo Rio) e uma terceira em Curitiba, no Master Hall, provavelmente no dia 8/10.

 

Nereu Leme

 

 

Viajar de carro pode ficar ainda mais agradável com uma boa trilha musical, principalmente se não quisermos nos sujeitar às intempéries dos aeroportos.

Quem vai de CD precisa de muita organização e paciência para ficar trocando o disquinho no tocador do carro. Mas, para os já incluídos digitais, música para os ouvidos está mais fácil e acessível para contrapor o barulho do trânsito nas cidades grandes.

Quem tem MP3 player no possante ainda pode gravar 100 ou mais músicas em um único CD e sair pelas rotas 66 da vida.

Melhor ainda é suar (ou usar) o iPod com milhares de faixas, todas organizadinhas em pastas por nome do grupo musical, cantor ou cantora, listados em ordem alfabética. Também fica prático usar pastas por evento – viagem longa, trafegar pela cidade, rodar pelo campo – com sons pré-escolhidos para cada ocasião.

É possível levar o iPod no bolso e plugá-lo no rádio do carro. Alguns veículos, como o Corsa 1.4 da linha 2008 da Chevrolet, oferecem entrada para iPod e suporte no painel. Aliás, a GM foi a primeira montadora do mundo a fazer um acordo com a Apple, segundo o qual o iPod Nano, de 2 Gigabytes, já vem com a gravata Chevrolet. No Brasil, o Corsa é o primeiro carro a chegar ao mercado, a partir deste mês de julho, com o iPod e o suporte colocado no painel, como acessório, que custa perto de R$ 1.000.

Mesmo nos toca CDs com MP3, mas sem entrada para iPod, a conexão fica viável com um transmissor FM sem fio ou modulador FM sem fio, um aparelhinho encaixado no iPod que transmite a música para o rádio, via onda FM, por cerca de R$ 90. Alguns modelos são compatíveis com outros tocadores MP3 e também com pen drive. Custa um pouco mais caro, cerca de R$ 120. Há, inclusive, carregador de 12V para iPods, com sistema Dock, cabo e conector, para ligar no acendedor do carro. Compatível com iPod photo, nano e mini. Custa R$ 93.

Alguns toca CDs têm entrada USB frontal para conexão com iPod ou mesmo pen-drives, e custam perto de R$ 1.000. O iPod pode ser conectado até em carros com toca-fitas (sem CD), com um adaptador cassete.

Quem quer um som mais sofisticado, pode instalar um sistema de controle Drive + Play, onde um módulo central interconecta o rádio, o iPod e até um display de LCD para mostrar as informações da música que está sendo executada. Dependendo do módulo, pode variar de R$ 100 a 600. Em alguns tipos de módulo dá até para conectar o celular, fazendo o rádio virar um viva voz.

 

Conectando o iPod no seu carro

Conectando o iPod no seu carro

Todo mundo gosta de música. A palavra vem do grego mousiké, “das Musas” ou “das belas-artes”, mas o sentimento é todo seu, pessoal.
Por isso, essa arte ou ciência, que combina harmoniosamente os sons, é subjetiva. Nós – seres humanos e alguns animais – gostamos da música que nos toca a alma, que provoca algum sentimento, alegria, dor, saudade…


Assim, não há música boa ou ruim. Existe a nossa música, definição comum entre os apaixonados. Eu gosto da música que você não gosta, que ela gosta e que ele não gosta. Certo! Gosto não se discute? Discute, sim. É possível provar, cientificamente, que determinada música seja um plágio, por exemplo.
Em 1978, Jorge Ben Jor acusou Rod Stewart de ter plagiado o refrão de Taj Mahal (”Tê-Tê-Teteretê”), que foi usado em “Do You Think I´m Sexy?”. Rod culpou seu parceiro Carmine Appice pelo ocorrido, e cedeu os lucros da faixa ao Unicef em um show beneficente, em Nova York. Assim, Benjor não conseguiu receber pelo plágio.
Há um mês, o viúvo da pianista britânica Joyce Hatto, que faleceu no ano passado, aos 77 anos, admitiu que lançou no mercado CDs de virtuosos do piano, como Beethoven, Liszt, Rachmaninov, Schubert, Chopin, entre outros, cujas interpretações atribuiu à esposa para dar a ela, que sofria de câncer, a “ilusão de um grande final”. A maioria dos críticos musicais nem percebeu o plágio.
Há, também, os chamados ecléticos, do estilo “eu gosto de tudo que é bom”. Bom para eles. Sou menos eclético. Escolho a dedo minhas músicas, e as ouço até cansar. Veja exemplo no box ao lado.
Então, como os críticos musicais afirmam que isto presta, e que aquilo é um lixo? Usando bom senso e seus conhecimentos musicais e poéticos.
Isso porque a música é tradicionalmente dividida de acordo com três elementos organizacionais: melodia, harmonia e ritmo. Sem contar a letra, na qual entra, então, a poesia.
Bom, quando nos referimos aos aspectos do som nos deparamos ainda com uma lista mais abrangente de componentes: altura, timbre, intensidade e duração. Eles se combinam para criar outros aspectos: estrutura, textura e estilo, bem como a localização espacial (ou o movimento de sons no espaço), o gesto e a dança.
Para ficar apenas nos três primeiros elementos básicos, melodia, harmonia e ritmo e, claro, a letra, vamos – agora sim – escolher o que mais gostamos. Começando pelo ritmo: Jazz, soul, blues, rock, samba, sertanejo, pagode e por aí afora. Só para citar alguns, meus ritmos preferidos são “rock and blues”. Escolha o seu!
Leve em conta seu temperamento e os momentos dedicados à música. Para relaxar, para animar a festa, recordar “é viver, eu ontem sonhei com você”, ou até mesmo curtir uma fossa, como as famosas interpretações da saudosa cantora Maysa Matarazzo; Ronda, por exemplo.
Música para ETs
Melodia tem que ser agradável aos seus ouvidos, mais ou menos sensíveis aos acordes harmoniosos. Melodia é aquela seqüência musical que a gente sai assoviando, depois de um filme. Quem não se lembra dos acordes (que formam a melodia, junto com a harmonia e o tempo de execução das notas) do filme ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’? Lá/Si/Dó/Sol/Ré/, com os quais os terráqueos se comunicavam com os extraterrestres, os ETs. Ou ainda aquela música infantil “Alegre Pastorzinho”, Dó/Ré/Mi/Fá/ Fá, Fá/. Dó/Ré/Dó/Ré/Ré, Ré/.Dó/Sol/Fá/Mi/Mi,Mi/. Dó/Ré/Mi/Fá/Fá, Fá/.
E, a harmonia, como a própria palavra indica, é a suavidade e sonoridade do estilo ou a disposição bem ordenada entre as partes de um todo. Ou seja, quando tudo combina bem e faz carícias em nossos ouvidos.
Aí, então, mas não finalmente, vamos para o canto, a poesia. A primeira coisa a se apreciar é a história que a letra da música conta. Depois, a rima entre as últimas vogais tônicas do verso e dos fonemas que eventualmente a seguem. Ou, quando não há rima, os versos são chamados de brancos.
A rima pode ser pobre (substantivo com substantivo: amor com dor); rica (adjetivo com substantivo: quente com frente); ou preciosa (quando a rima dos versos se utiliza de palavras com diferentes estruturas gramaticais: estrela com vê-la).
Com essas poucas regras, cada pode analisar suas músicas preferidas e concluir se realmente gosta ou não delas, sem se preocupar em definir o que é bom ou ruim.

Box
Uma das minhas músicas preferidas – e que me inspirou na redação do texto ao lado – é “Someday Baby”, com a qual Bob Dylan ganhou o prêmio Solo Rock Vocal Performance do Grammy de 2006. Essa faixa faz parte do álbum Modern Times, que lhe valeu o Grammy for Contemporary Folk/American Album.
Como a maioria já sabe, Dylan, nascido Robert Allen Zimmerman, em 24 de maio de 1941 (vai fazer agora 66 anos), no estado de Minnesota. Neto de imigrantes judeus-russos, aos 10 anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho.
Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando gravou seu primeiro disco, “Bob Dylan”, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, “The Freewhellin’ Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit “Blowin’ in the Wind”.
Vocês podem alegar que seja fácil escolher um disco premiado. Mas, posso garantir que o comprei no ano passado, assim que chegou às lojas, e que logo me apaixonei. Descontando os seus hits tradicionais, Like a Rolling Stone, por exemplo, esse é o melhor disco de Dylan, em todos os tempos. Poético, melódico e simplesmente rouco.

Bob Dylan – Someday Baby

I don’t care what you do, I don’t care what you say
I don’t care where you go or how long you stay
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

Well you take my money and you turn it out
You fill me up with nothin’ but self doubt
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

When I was young, driving was my crave
You drive me so hard, almost to the grave
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

I’m so hard pressed, my mind tied up in knots
I keep recycling the same old thoughts
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

So many good things in life that I overlooked
I don’t know what to do now, you got me so hooked
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

Well, I don’t want to brag, but I’m gonna ring your neck
When all else fails I’ll make it a matter of self respect
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

You can take your clothes put ‘em in a sack
You goin’ down the road, baby and you can’t come back
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

I tried to be friendly, I tried to be kind
I’m gonna drive you from your home, just like I was driven from mine
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

Living this way ain’t a natural thing to do
Why was I born to love you?
Someday baby, you ain’t gonna worry po’ me any more

Elvis

admin em jul-31-2008

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